Como defender o seu ponto de vista


Pela definição do dicionário, ponto de vista é o modo subjetivo de entender um assunto, ou seja, é o seu modo. E você constrói isso com base nas situações que viveu, nas leituras, conversas e pensamentos. O seu ponto de vista pode ser diferente do de outra pessoa, porque são pessoas diferentes e tiveram, ao longo da vida, experiências diferentes. E isso não lhe dá o direito a ninguém de exigir que o seu ponto de vista seja adotado, assimilado ou praticado. O ponto de vista tem que ser apenas respeitado. Você até pode ficar indignado com o ponto de vista do outro, mas tentar modifica-lo é gasto de energia. Para tentar conquistar adeptos ao seu ponto de vista você deve usar argumentos. Só opinião deixa o ponto de vista fraco, sem sustentação. Por exemplo: “eu gosto do verão, porque é agradável”. O adjetivo agradável serve para ilustrar meu argumento, mas pode não convencer, porque o que é agradável pra mim pode não ser pra você. Mas, se a pessoa rechear seu ponto de vista com informações como: no verão, eu posso usar roupas leves, o que me deixa disposto a trabalhar com mais conforto. O verão também costuma lotar as praias e isso aquece a economia...por aí vai. Experiências vividas pelo autor dos argumentos e também fatos como a informação sobre o aquecimento da economia dão força ao discurso. Se você tivesse, por exemplo, dados concretos sobre volume de pessoas que vão à praia, em determinada localidade, e o reflexo disso no crescimento da economia, com valores e porcentagens, seria ainda mais convincente. Desta forma, você prova que o verão é melhor. O ponto de vista traz sempre uma comparação. Se uma pessoa defende o verão, provavelmente está atacando o inverno. Mas, perceba que não é preciso falar mal do inverno para convencer que o verão é melhor. Pode-se não traçar esse paralelo e só defender o verão, usando todos os diferenciais que ele tem em relação às outras estações do ano. Você pode usar esse exemplo e adaptar para qualquer outro tema em debate e argumentar de forma convincente seus pontos de vista nas redes sociais, por exemplo. A opção por candidatos à presidência, a reforma trabalhista, a preferência por um cantor são assuntos que podem ser discutidos em alto nível com troca de informações e aprendizado, sem a necessidade de agressões, xingamentos ou ironia. A ironia é uma estratégia para tentar convencer, mas normalmente essa forma de expressão falta com o respeito e tem a intenção de menosprezar a capacidade de compreensão do outro. É preciso considerar que todo argumento está baseado nas crenças de quem fala. E quando um de nós acredita em algo com muita força, não tem debate que convença do contrário. O importante é entrar numa conversa para acrescentar conteúdo e trocar conhecimento, mas nunca com o objetivo de mudar a ideia do outro.

Outro recurso que também é muito usado na tentativa de convencer é o rótulo. Se o meu interlocutor prefere o inverno e eu usar um rótulo pra desconsidera-lo, posso dizer que ele é uma pessoa fria e insensível e por isso não tem afeição pelo calor do verão. É claro que não tem nada a ver uma coisa com a outra, mas a associação entre pessoa fria e inverno serviria para, digamos, desestabilizá-lo nos seus argumentos em favor da estação gelada. No calor da discussão, muita gente se esquece da regra do respeito e apela. Ironia, rótulos e até palavras de baixa calão, os famosos palavrões, entram no roteiro que quase sempre termina mal. Além da briga, outro aspecto negativo que fica em evidência numa discussão assim é a incapacidade de argumentar de forma consistente, usando elementos do discurso que podem valorizar o falante e o debate. Não deixe de dizer o que pensa e contribuir para o debate, mas prefira argumentos consistentes para não cair no papel pouco valioso de fanático, ferrenho ou apaixonado cego. Quem não amplia a consciência para se informar sobre os vários aspectos de qualquer tema e ouvir outros pontos de vista deixa de praticar a flexibilidade para revelar comportamento intolerante, vício que dificulta a comunicação entre as pessoas.

Fonte: administradores.com

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